sábado, 7 de maio de 2011

A química do amor: paixão é fulminante e vicia, mas dura pouco.

"A paixão, como descrita pela ciência, é um estado fisiológico, com sintomas psíquicos e físicos, em que há uma intensa atividade cerebral e hormonal muito semelhante à do vício por uma droga, como a cocaína. O julgamento crítico, o discernimento, e a racionalidade em relação ao parceiro estão muito reduzidos, especialmente nos primeiros meses." É assim que a médica Cibele Fabichak, autora de "Sexo, amor, endorfinas e bobagens" (Ed. Novo Século), define o estado de enlevo que se apossa dos amantes de forma avassaladora, mas tem prazo para acabar: no máximo quatro anos. AS TRÊS FASES DO AMOR: "O que a ciência tem nos mostrado é que o amor, do ponto de vista biológico, tem três estágios independentes. O primeiro é o desejo ou luxúria, a busca da satisfação sexual, comandada por hormônios sexuais, principalmente a testosterona, sem uma elaboração emocional maior. O segundo estágio é o do amor romântico ou paixão, da atração física e sexual. Esta fase é marcada por uma cascata de substâncias, como noradrenalina, endorfina, serotonina, e também testosterona, estrógeno e progesterona. O terceiro estágio é o da construção gradual do vínculo duradouro, o amor propriamente dito. Nesta fase há a ação do hormônio oxitocina na mulher e vasopressina no homem, os hormônios do vínculo."

A ORDEM DOS FATORES: "Os três estágios do amor geralmente ocorrem nesta ordem, mas não necessariamente. E não necessariamente com a mesma pessoa. É possível ter um vínculo muito forte com o marido, mas sentir desejo por um colega de trabalho e estar apaixonada pelo vizinho."

PAIXÃO: "Vários estudos, tanto americanos quanto europeus, chegaram à conclusão semelhante: a paixão, esse estado de alteração mental e física muito característico, dura de 12 a 48 meses. A média é de dois anos. Outros elementos, não só os químicos, influenciam, claro, como o lado psicológico, as personalidades, o histórico de relacionamentos, o grau de expectativa que cada um cria, o tipo de educação, o relacionamento que teve com os pais, a cultura, que é muito importante."

VIVER APAIXONADO: "Para o cérebro, existe um limite da perpetuação disso, é fisiológico. Por mais que queiramos, o cérebro não consegue manter esse turbilhão de hormônios por muito mais tempo. É biológico, não tem como. A não ser que perpetue de forma patológica, transtorno obsessivo-compulsivo, amor patológico."

COMO UM VÍCIO: "Na fase da paixão, algumas substâncias no cérebro se alteram. As endorfinas, a adrenalina, a noradrenalina e a dopamina aumentam, enquanto a serotonina diminui. Este equilíbrio de substâncias acontece de forma semelhante no transtorno obsessivo compulsivo e no vício por drogas, como cocaína. Ou seja, a paixão é um estado semelhante ao de um vício em uma droga. E está na fronteira com transtornos. Uma linha de pesquisa italiana está estudando justamente o momento em que a paixão se torna patológica e salta para o transtorno."

CEGUEIRA APAIXONADA:"Essa química cerebral alterada, esse turbilhão todo, faz com que o sistema límbico, a central das emoções, fique tão alterado que distorça a visão do parceiro escolhido. Faz com que o apaixonado sinta uma onda de prazer tão forte cada vez que entra em contato com o eleito que passa a associar uma coisa à outra. Então, não enxerga defeitos no apaixonado. Pensamentos obsessivos e de posse sexual são outras características desta fase."

TRUQUE DA NATUREZA: "Quando as alterações hormonais acontecem, a pessoa entende que aquele ser é uma grande fonte de prazer. Com isso, não vê defeito no outro, cria uma dependência emocional e isso gera um estado de profunda ligação entre o casal. O grande objetivo da natureza é, justamente, produzir uma rápida e profunda ligação entre as duas pessoas para que se reproduzam e mantenham a espécie. É difícil imaginar uma traição neste momento."

TRAIÇÃO: "Pode acontecer a qualquer momento, desde o primeiro estágio, em que é possível sentir desejo por diversas pessoas. No pico da paixão, nos primeiros meses, a infidelidade tem uma possibilidade menor de acontecer porque toda a química está voltada para fazer com que o indivíduo fique obsessivamente ligado naquele outro específico. Mas não quer dizer que não ocorra. E claro que, à medida que o vínculo se desenvolve, a infidelidade pode acontecer. Lembrando que, do ponto de vista biológico, bem pragmático, a traição pode ter vantagens tanto para homens como para mulheres, no que tange a chances maiores de reprodução da espécie."

ESCOLHAS BIOLÓGICAS:"Inúmeros elementos fazem parte do grande momento da paixão, tanto físicos, quanto psicológicos e ambientais. Mas o que a biologia tem nos mostrado é que a atração, o primeiro contato, passa basicamente pelos cinco sentidos. Isso significa que não temos controle voluntário e consciente sobre essa escolha. (Pela visão, tato, audição, olfato e paladar é possível saber, inconscientemente, a compatibilidade genética e do sistema imunológico, o parceiro mais fértil, entre outras informações fundamentais para a reprodução da espécie)."

Roberta Jansen – coluna relacionamentos, O Globo Saúde

sábado, 30 de abril de 2011

Comecemos bem o dia.

Agradeço a Deus pelos momentos de maravilha que tenho em minha vida.
Pelos momentos felizes e pelos tristes, por que não? Aprendi com eles muitos valores, guardei-os e muitas vitórias conquistei.

O que seriam de nossos momentos felizes se não existissem os tristes? Eles simplesmente não teriam significado algum. Seriam como sol sem chuva, dia sem noite, calor sem frio.
Alegria sem dor? Uma jamais teria sentido sem a outra. Os momentos de dor servem para reconhecermos nossos momentos alegres, nossas vitórias e conquistas e principalmente para agradecermos a Deus por eles.

E hoje agradeço a Deus o meu maior momento de alegria e minha grande conquista que foi conhecer a essência da vida. Com isso aprendi a amar e a saber-me amado, respeitar e ser respeitado e principalmente aprendi a não ter medo de lutar para ser feliz. Temos de vencer nossos obstáculos - Deus sempre está do nosso lado.

Hoje, não me felicito nem sofro por nada. Aguardo as ondas e desço e subo sabendo que há quem as governa, e me cabe apenas administrar meu momento dando o melhor de mim aos que estão próximos.